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Preservando a sua saúde mental diante do racismo

Diante de tantas atrocidades, pode ser difícil encontrarmos uma maneira de nos sentirmos bem.

Um misto de ansiedade, desesperança, raiva, tristeza e uma sensação de constante alerta podem nos assombrar, quando cada notícia chega até nós pelas redes sociais ou por outros meios de comunicação.

Se isso soa familiar para você, saiba que não está sozinha.

E é totalmente compreensível se sentir sem energia, sem forças ou com raiva nesse momento.

A luta está longe de terminar, mas não se esqueça de se cuidar neste caminho. Neste artigo trago algumas sugestões que podem ser úteis neste sentido. E que tenho experimentado por aqui também.

1 – Uma pausa das redes sociais

É muito importante não nos alienarmos diante do que acontece ao nosso redor. Mas é preciso cuidado em como consumimos essas informações. Passar horas rolando a tela e encontrando mais e mais injustiças raciais, por exempo, pode contribuir para que nos sintamos mais cansadas, ansiosas e sem esperanças. Tenha intervalos para viver e falar sobre outras situações também.

2 – Aquela rede de apoio

Estar perto de pessoas que passam por esperiências parecidas que as nossas ou que nos escutam com atenção e respeito, pode nos ajudar a resgatar forças para continuar lutando. Fazer parte de um coletivo negro, falar com um terapeuta, compartilhar seus sentimentos com os amigos ou familiares pode ajudar a não se sentir sozinha diante de tantas injustiças.

3 – Alguns limites para si mesma

Há dias em que queremos nos afastar de tudo que desrespeito a racismo. Não queremos ver, ouvir e muitos falar sobre isso. E uma certa culpa pode aparecer. Mas descansar também é válido para lidar com situações tão traumáticas. Assistir aquele filme água com açúcar, rir de uma piada, ou ouvir uma música. Não te fará menos conectada as causas raciais. Simplesmente te fará respirar um pouco.

4 – Doses grandes de inspiração e representatividade

Sabe aquelas pessoas negras que você admira? Que te inspiram a lutar, a amar seu cabelo e seus traços e/ou a se afirmar na sua profissão e nos seus relacionamentos.
Acompanhe-as, fale com elas, se inspire.

Elas também passam por injustiças raciais e também estão lutando para viver neste mundo que, muitas vezes, é tão hostil. E lembre-se que você não está só.

5 – Ajuda qualificada

Falar com um profissional da Psicologia ainda é visto com preconceito por muitas mulheres negras.

A terapia pode ser considerada um luxo ou até mesmo um gasto desnecessário. Mas falar sobre seus sentimentos e emoções para um profissional qualificado, pode ser uma forma de dividir os pesos e dores do racismo e cuidar da sua saúde emocional.

Se não é acessível para você, existem universidades, redes de profissionais e consultórios particulares que possuem atendimento social e que podem contribuir neste sentido.

Permita-se tentar 

Cada mulher negra pode ter uma maneira diferente de lidar com as injustiças raciais, mas é importante buscar formas de cuidar de si mesma e encontrar apoio em momentos difíceis.

Ao nos cuidarmos, estamos não apenas nos fortalecendo individualmente, mas também contribuindo para uma luta coletiva e mais saudável.

E agora quero saber de você, me conte qual dessas sugestões fez mais sentido por aí e o que tem feito para se cuidar diante das injustiças raciais.

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