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Síndrome da Impostora: Por que tantas mulheres sentem que não merecem estar onde estão?

Você já sentiu que não merece estar onde está? Que suas conquistas foram fruto de boas oportunidades que apareceram? Que os outros acham você mais competente do que realmente é? Que, a qualquer momento, alguém vai desmascarar você? 

Se você se identificou com essas perguntas, saiba que não está sozinha. A síndrome da  impostora, como é conhecida, é bastante comum, especialmente entre mulheres.

1 – O que é a Síndrome da Impostora?

Mulher de blusa amarela, diante de uma pilha de papéis olhando para o computador - Síndrome da Impostora

A síndrome da impostora é um padrão de comportamento em que uma pessoa duvida de suas habilidades e realizações, mesmo quando há evidências claras de que ela é competente. As pessoas se sentem como fraudes, que não merecem estar onde estão, e têm medo de serem descobertas.

A síndrome da impostora afeta muitas pessoas, principalmente mulheres, que muitas vezes são vítimas de estereótipos de gênero e preconceitos. Essa síndrome pode ter um impacto significativo na autoestima e na confiança das pessoas, além de prejudicar seu desempenho e sua capacidade de alcançar seus objetivos.

2 – Por que a Síndrome da Impostora acontece com mais frequência em mulheres?

De acordo com uma pesquisa da Discovery realizada em 2021, 46,1% das mulheres acreditam que os outros as acham mais competentes do que realmente são, enquanto 58,7% têm medo de não corresponder às expectativas dos outros e 59,6% têm medo de não parecerem confiantes no que fazem.

Até mesmo mulheres bem-sucedidas, como Viola Davis e Michelle Obama, já se identificaram com essa sensação de fraude. Mas por que isso acontece principalmente com mulheres? Quando pesquisamos sobre o assunto, é comum encontrar explicações que culpam a sociedade ou a forma como lidamos com as coisas.

No entanto, esta questão não é apenas coletiva ou individual, mas uma combinação de ambas. Desde muito cedo costumamos receber elogios por relacionados a nossa aparência e delicadeza, mas raramente somos elogiadas e enconrajadas por nossa inteligência e coragem. Além disso, muitas vezes não somos consideradas ou não temos nossas ideias levadas a sério, o que pode afetar nossa autoconfiança.

A sociedade também nos ensina que precisamos nos esforçar, produzir e consumir o tempo todo para termos valor. Isso nos leva a menosprezar o descanso e a acreditar que nunca estamos fazendo o suficiente. Somos bombardeadas por imagens de pessoas bem-sucedidas e produtivas, o que pode nos fazer acreditar que somos inferiores.

A falta de representatividade e oportunidades também é um fator importante. Se não vemos mulheres como nós em cargos de liderança ou posições de destaque, pode ser difícil acreditarmos que isso é uma possibilidade para nós. Para mulheres que são as únicas em seus ambientes de trabalho ou estudo, pode haver um peso extra em se sustentar emocionalmente nesses espaços.

3 – O que você pode fazer para superar a Síndrome da Impostora?

Se você está sofrendo com a síndrome da impostora e gostaria de buscar ajuda para superá-la, aqui estão algumas opções que podem ser úteis:

  1. Procure um profissional de saúde mental: A terapia com um psicólogo pode ajudá-la a identificar e lidar com os pensamentos e sentimentos que contribuem para a síndrome da impostora. Assim como desenvolver habilidades para enfrentar desafios e construir uma autoestima saudável.

  2. Converse com amigos e familiares: Falar sobre seus sentimentos e experiências com pessoas em quem confia pode ajudá-lo a se sentir menos isolada e a obter apoio emocional. Se você não se sentir confortável em falar com amigos ou familiares, considere participar de um grupo de apoio ou comunidade online que compartilhe interesses ou experiências semelhantes.

  3. Desenvolva suas habilidades: Aprender novas habilidades e buscar oportunidades de desenvolvimento pessoal pode ajudar a aumentar a confiança em si mesma e a se sentir mais capaz em situações profissionais. Isso pode incluir fazer cursos, participar de workshops ou se envolver em novos projetos.

  4. Pratique a auto-aceitação: Aprender a se aceitar e a ser gentil consigo mesmo pode ajudá-lo a lidar com a pressão e a autocrítica que acompanham a síndrome da impostora. Isso pode incluir praticar a meditação ou outras técnicas de relaxamento para te ajudar a se conectar consigo mesma.

  5. Faça exercícios e cuide da sua saúde mental e física: O exercício físico regular pode ajudar a melhorar o humor e a autoestima, além de reduzir o estresse. Certifique-se de dormir o suficiente, alimentar-se bem e cuidar da sua saúde mental em geral.

  6. Identifique pensamentos negativos e desafie-os: A síndrome da impostora é frequentemente alimentada por pensamentos negativos e autocríticos. Aprender a identificar esses pensamentos e desafiá-los com fatos e evidências pode ajudá-lo a desenvolver uma perspectiva mais realista e positiva sobre suas habilidades e realizações.

  7. Abandone o perfeccionismo: Muitas vezes, a síndrome da impostora é alimentada pelo perfeccionismo – a sensação de que nada que você faz é bom o suficiente. Aprender a abandonar o perfeccionismo e aceitar que é normal cometer erros e não ser perfeito pode ajudá-lo a se sentir mais confiante em suas habilidades e realizações.

  8. Tenha um olhar crítico sobre o excesso de produtividade que a sociedade cobra: A sociedade muitas vezes nos pressiona a sermos produtivos o tempo todo, o que pode levar a sentimentos de inadequação e estresse. É importante ter um olhar crítico sobre essas expectativas e lembrar que descanso e lazer são igualmente importantes para a saúde mental e física. Priorizar seu bem-estar em vez de tentar cumprir constantemente as expectativas da sociedade pode ajudá-lo a se sentir mais confiante e menos pressionado.

  9. Lembre-se de que ninguém nasce pronto e ficará 100% pronto: É importante lembrar que ninguém nasce pronto e que o processo de aprendizagem e desenvolvimento é contínuo. Todos cometem erros e têm áreas em que precisam melhorar, e isso é normal e faz parte da vida. Ao se lembrar disso, você pode se sentir mais à vontade para tentar coisas novas e cometer erros, sabendo que esses erros fazem parte do processo de aprendizagem e crescimento.

  10. Filtre o que você segue nas redes sociais: As redes sociais podem ser uma fonte de inspiração e motivação, mas também podem ser uma fonte de comparação e inadequação. É importante lembrar que a maioria das pessoas compartilha apenas os aspectos mais positivos de suas vidas nas redes sociais, e que a realidade pode ser muito diferente. Aprender a filtrar o que segue nas redes sociais, evitando contas que o façam sentir inadequada ou insuficiente, pode ajudá-la a se sentir mais confiante e focada em suas próprias realizações e objetivos.

Cada uma de nós tem suas próprias batalhas na construção da autoconfiança, mas é importante lembrar que não estamos sozinhas. O fenômeno da impostora é real e afeta muitas mulheres, mas desenvolver um olhar crítico sobre essas pressões sociais pode te ajudar a lidar com essa sensação de que não somos merecedoras ou de que nunca estamos prontas.

Agora que quero saber de você: como você tem se cuidado em relação a síndrome da impostora por aí?

Me conte nos comentários. Vamos falar mais sobre isso 😉

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